Rio de Janeiro

Caracterização do Município:

 

As áreas do Município do Rio de Janeiro abrangidas pertencentes à bacia do rio Guandu Mirim, situam-se nos bairros de Campo Grande e Santa Cruz.

O sistema de macrodrenagem referente ao Município do Rio de Janeiro, contribuinte para a baia de Sepetiba através do rio Guandu Mirim é composto pelos cursos d’água pertencentes aos seguintes conjuntos de bacias:

- A bacia do rio do Campinho, da qual fazem parte, importantes afluentes, tais como, o córrego das Rãs, o rio Inhoaíba, o rio do “A” e o canal do Melo, que drenam áreas densamente ocupadas e inundáveis do bairro de Campo Grande;

- A bacia dos formadores do rio Guandu Mirim, composta pelos rios Guandu do Sapê, Prata do Mendanha, Guandu do Sena e rio dos Cachorros.

A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, em conjunto com a Caixa Econômica Federal, contratou, em 30 de dezembro de 1991 a execução de obras de Meso e Macrodrenagens da Bacia de Sepetiba, no âmbito do Programa de Saneamento para Núcleos Urbanos (PRONURB), do Ministério da Ação Social.

As obras foram executadas a partir de anteprojetos realizados no ano de 1979 para a SERLA, pela PROMON ENGENHARIA, posteriormente adaptados e modificados nos projetos executivos, pela Prefeitura, em função das características locais encontradas. Os projetos foram implantados em duas fases, encerradas no ano de 1999.

É oportuno lembrar que se trata do Planejamento e da Implementação de ações para recuperar ambientalmente e garantir o desenvolvimento socioeconômico de uma das mais importantes regiões do país, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ), com cerca de 10 milhões de habitantes.

Nesse sentido, torna-se fundamental que o novo governo estadual priorize e coloque em sua agenda política as ações necessárias para recuperação da bacia do rio Guandu e bacias adjacentes, previstas no PERH Guandu, como estratégicas para o desenvolvimento socioeconômico do Estado.

 

Rio Guandu Mirim

O bacia do rio Guandu Mirim abrange uma área de cerca de 190 Km2. O rio Guandu Mirim nasce na serra do Mendanha, com o nome de Guandu-do-Sena, que é formado por várias nascentes, dentre as quais os córregos Fundão, Pescador, Jequitibá, bico do Padre, Cachoeiras, Piabas e Bananal.

Logo em seguida, troca de nome para rio da Prata do Mendanha até a confluência com o rio Guandu Sapê, quando passa a se chamar Guandu Mirim. Suas águas ingressam no canal D. Pedro II e, posteriormente, no canal Guandu, onde deságua na baia de Sepetiba. O seu curso total compreende, cerca de 40,5 Km (SEMADS, 2001b).

A poluição de suas águas se intensifica quando ainda tem a denominação de rio da Prata do Mendanha ao receber as contribuições de esgotos domésticos e industriais ooriundos da bacia do rio do Campinho, afluente de margem esquerda atravessa o distrito industrial de Campo Grande. Após receber a denominação de Guandu Mirim, percorre 9,5 km até desembocar no canal  D. Pedro-Guandu. Esse estirão, de terrenos marginais de baixada apresenta drenagem deficiente e é sujeitos à inundações.

Em sua margem esquerda (Município do Rio de Janeiro), os terrenos são de pastagens, enquanto a margem direita (Município de Nova Iguaçu), apesar das grandes inundações, encontra-se hoje totalmente ocupada por pequenas propriedades agrícolas e sítios de lazer.

Os principais afluentes do rio Guandu Mirim são, pela margem esquerda, os rios Guandu do Sapê e Cabenga e, pela margem direita, os rios Guarajuba, dos Cachorros e Campinho

Nas cheias, o rio Cabenga, cujas nascentes localizam-se na serra de Madureira, atravessa áreas já bastante ocupadas do município de Nova Iguaçu, em franca expansão, e sujeitas a grandes inundações  no trecho entre a referida serra e a antiga rodovia Rio-São Paulo.

Conforme mencionado em SEMADS (2001), os dois afluentes principais, os rios Cabenga e Campinho, drenam áreas de média intensidade de ocupação, e desembocam no Guandu Mirim em pontos afastados de apenas 450 metros, na altura do início de seu trecho baixo. Em conjunto, acrescem ao Guandu Mirim uma vazão bastante significativa, praticamente dobrando a vazão do mesmo e lançando grande carga de esgoto doméstico.

Ao cruzar a antiga Rio São Paulo, as águas do Guandu Mirim são turvas e já apresentam forte  odor e dos lançamentos de esgoto e lixo. Nas imediações situa-se a fábrica da Cervejaria Brahma.

Na margem esquerda continuam prevalecendo as pastagens, enquanto na direita já se instalaram grandes loteamentos, restando poucas áreas ainda desocupadas. A jusante, não há nenhuma ocupação apresenta-se com baixa declividade e atravessa região de baixada, essencialmente plana.

No final deste estirão, o rio Guandu Mirim aflui ao Canal D. Pedro-Guandu, onde está localizada uma vala com comportas danificadas que promovia a ligação com o canal de São Francisco.

O atual canal D. Pedro-Guandu representa o desvio do antigo curso do rio Guandu Mirim, cujo leito marcava a divisa entre os antigos Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, que se esgotava através do Canal de São Francisco. Com esta modificação, enquanto o rio Guandu Mirim marca a divisa entre os Municípios de Nova Iguaçu e Rio de Janeiro, o antigo leito, hoje seco, permanece como o marco político de limites entre os municípios.


Figura 1: Diagrama Unifilar da Rede Hidrográfica Principal

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