Piraí

Caracterização do Município:

Piraí pertence à Região do Médio Paraíba, que também abrange os municípios de Barra do Piraí, Barra Mansa, Itatiaia, Pinheiral, Porto Real, Quatis, Resende, Rio Claro, Rio das Flores, Valença e Volta Redonda.

O município tem uma área total 2 de 504,6 quilômetros quadrados, correspondentes a 8,1% da área da Região do Médio Paraíba. A cidade apresenta um reticulado que se desenvolve paralelo à margem do rio Piraí, em local de topografia plana, com dois eixos principais que ligam o centro aos bairros periféricos. A rodovia BR-116, a Via Dutra, cruza o município, que também é servido pela RJ-145, que acessa Barra do Piraí e Mendes, ao norte, e pela RJ-139, que alcança Rio Claro, ao sul. Em leito natural, a RJ-141 dirige-se para Pinheiral, a noroeste.

Já a BR-393, que faz a conexão da Rio-São Paulo com Rio-Belo Horizonte e Rio- Bahia, começando em Barra Mansa, na Via Dutra, seguindo por Volta Redonda, Barra do Piraí, Vassouras e Paraíba do Sul, encontra-se com a BR-040 em Três Rios e com a BR- 116 em Sapucaia, na fronteira com o município de Carmo e o Estado de Minas.

De acordo com o censo de 2000, Piraí tinha uma população de 22.118 habitantes, correspondentes a 2,8% do contingente da Região do Médio Paraíba, com uma proporção de 99,0 homens para cada 100 mulheres. A densidade demográfica era de 45 habitantes por km2, contra 130 habitantes por km2 de sua região. Sua população estimada em 2006 3 é de 24.363 pessoas. 2007.

O município apresentou 4 uma taxa média geométrica de crescimento, no período de 1991 a 2000, de 0,96% ao ano, contra 1,38% na região e 1,30% no Estado. Sua taxa de urbanização corresponde a 81,7% da população, enquanto que, na Região do Médio Paraíba, tal taxa corresponde a 93,0%.

Piraí tem um contingente de 16.273 eleitores 5, correspondentes a 67% do total da população. O município tem um número total de 8.086 domicílios 6, com uma taxa de ocupação de 77%. Dos 1.822 domicílios não ocupados, 36% têm uso ocasional.

Principais Rios:

Rio Piraí:

O Rio Piraí nasce no distrito de Lídice (município de Rio Claro-RJ) e é afluente da margem direita do rio Paraíba do Sul, sendo de grande importância para o Estado do Rio de Janeiro, já que faz parte do Sistema-Light, sendo ainda responsável por 96% do abastecimento de água do Sistema Guandu e por 20% da energia elétrica do município do Rio de Janeiro.

Atualmente, o leito do Rio Piraí recebe águas de seus afluentes e do próprio rio Paraíba do Sul (águas vindas de inúmeros municípios do vale do Paraíba do Sul), trazendo toda a sorte de poluição para o rio, sofrendo uma poluição difusa, com o lançamento de esgotos “in natura” de inúmeras concentrações urbanas fluminenses, metais pesados, resíduos sólidos, e despejos industriais de quase setecentas indústrias ao longo do seu curso e percurso.

O curso do rio Piraí sofreu por duas ocasiões alterações significativas no seu percurso: uma no início do século XX (1913), quando as águas próximas à montante foram desviadas (12 mil l/s média) por uma barragem construída em Tócos (município de Rio Claro-RJ) para alimentar a represa de Ribeirão das Lajes; e a outra em 1948, com a inversão do curso do rio seguida da transposição de parte das águas do Rio Paraíba do Sul à jusante na cidade de Barra do Piraí-RJ, alterando assim a foz do rio Piraí. Para tanto, foram construídas duas usinas elevatórias: Santa Cecília e a do Vigário, com o propósito de bombear água a uma altura de 50m e conduzir por mais dois outros reservatórios: Santana e do Vigário, no município de Piraí.

(Referência: Élen Maria Gomes Cabral1 (Mestranda em serviço social na PUC-Rio).


Estudo Socioeconômico 2007

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