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Comitê Guandu-RJ participa do lançamento do lançamento do Atlas do Abastecimento Público do RJ e do estudo Infraestrutura Natural para Água no Sistema


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15-12-2018

Foram lançados ontem (13), em cerimônia no Museu do Amanhã, no Centro do Rio, o ‘Atlas dos Mananciais do Abastecimento Público do Estado do Rio de Janeiro’ e o estudo ‘Infraestrutura Natural para Água no Sistema Guandu, Rio de Janeiro’.

O Atlas dos Mananciais nasceu no âmbito do Programa Pacto pelas Águas, iniciado em 2014 devido à crise hídrica. O documento, desenvolvido pelo INEA, expõe um panorama completo dos principais mananciais de abastecimento público do estado do Rio de Janeiro, além de definir critérios para seleção de áreas de intervenção e priorização de investimentos em ações de restauração florestal, constituindo um importante instrumento de consulta e apoio para políticas públicas. Durante a apresentação, Silvia Marie Ikemoto, coordenadora de gestão do Território e Informações Geoespaciais do INEA e coordenadora geral da obra, destacou as fases de construção que vão de bases legais, que definem conceitos, até o estudo aplicado dos mananciais divididos em áreas de interesse, áreas prioritárias, características e as unidades de conservação e proteção de mananciais das nove regiões hidrográficas do estado. Ao falar sobre os projetos de restauração, Silvia Marie citou o PAF, Produtores de Água e Floresta, programa do Comitê Guandu-RJ que já conservou mais de 4 mil hectares de mata atlântica e recuperou mil hectares. Segundo a Coordenadora do Atlas, o programa, além dos bons números de restauração, merece destaque por ser o primeiro do estado do Rio de Janeiro. Patrícia Rosa Martines Napoleão, chefe do serviço de Gestão Ecossistêmica na Coordenadoria de Gestão do Território e Informações Geoespaciais do INEA e coordenadora executiva da elaboração do Atlas, falou sobre as AIPMs (Áreas de Interesse de Proteção e Recuperação de Mananciais), que delimitam as áreas de influência para o ordenamento e proteção, de modo a manter a disponibilidade de água e impedir sua contaminação e degradação.

Ao final das falas, foi lançado o Atlas, que conta com uma ampla base de dados e estudos qualificados produzida pela SEA e o INEA. A publicação apresenta um rico referencial teórico e conceitual sobre a proteção e recuperação de mananciais de abastecimento público em todo o território fluminense, caracterizando 199 captações de água, ilustradas em 94 mapas e 19 gráficos. O trabalho envolveu 46 colaboradores e 28 especialistas.

No mesmo evento foi lançado a obra Infraestrutura Natural para Água no Sistema Guandu, Rio de Janeiro. O estudo foi produzido pelo WRI Brasil, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e pela ONG The Nature Conservancy (TNC). Apresentado por Rafael Barbieri, economista da WRI Brasil e, Hendrik Mansur, membro do Comitê Guandu-RJ e Engenheiro da TNC, o documento concluiu que investir em restauração florestal pode fazer a Cedae economizar 156 milhões de reais em 30 anos. O estudo mostra que as matas ciliares funcionam como filtros que diminuem a turbidez da água e o número de partículas que chegam aos rios. Com isso, usa-se menos produtos para o tratamento da água, tornando o sistema de abastecimento mais resiliente e a economia mais eficiente, além de uma água mais saudável, com menos produtos químicos, como explicou Barbieri.

Ao final das apresentações, foi realizada uma mesa de debate com o tema “Proteção de mananciais e Infraestrutura Natural para Água no Estado do Rio de Janeiro”. Com moderação de Percy Soares Neto, coordenador da rede de recursos hídricos na CNI, a mesa teve a participação de André Marques, diretor-presidente da AGEVAP; Paulo Schiavo, diretor de Biodiversidade, Áreas Protegidas e Ecossistemas do INEA; Jorge Perón, gerente de sustentabilidade da Firjan; José Maximino, promotor de justiça do Ministério Público Ambiental RJ e; Julio Cesar Antunes, Diretor Geral do Comitê Guandu-RJ. Um dos grandes focos do debate foi a inserção e engajamento dos municípios na gestão e ações pela água. Julio Antunes falou sobre os investimentos que o Comitê tem feito em restauração nos últimos anos, mas frisou que sem a parceria dos municípios, os projetos são inviáveis: “Não adianta criarmos projetos, atlas, demarcar zonas e levarmos investimentos se os municípios não incluírem a água em suas agendas. É necessário absorver todas essas ações no Plano Diretor Municipal, aumentando o engajamento dos gestores em prol da causa e também aportar recursos para saneamento e abastecimento”, explicou.

O ‘Atlas dos Mananciais do Abastecimento Público do Estado do Rio de Janeiro’ está disponível em sua versão digital em https://bit.ly/2Lh60BI . Já o estudo ‘Infraestrutura Natural para Água no Sistema Guandu, Rio de Janeiro’ está disponível em https://bit.ly/2PzHV9S

 
   
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