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Especialistas da Agência Francesa e Órgão Internacional de Águas visitam áreas do PAF em Rio Claro/RJ


Foto: Antonio Mendes de Souza Junior

Especialistas conhecem uma estação meteorológica em umas das áreas do PAF


23-10-2018

Um dia após a reunião para a construção do termo de cooperação com a diretoria na sede do Comitê Guandu-RJ em Seropédica/RJ, os especialistas Herve Gilliard, chefe de projetos da Agência Francesa Loire Bretagne; Patrick Laigneau, consultor da empresa de consultoria em recursos hídricos Otinga e; Nicolas Bourlon, chefe de projetos na América Latina do órgão europeu para gestão de águas International Office for Water, foram conhecer de perto um dos projetos do Comitê, o Produtores de Água e Floresta (PAF), na última sexta-feira, dia 18. O projeto já resultou na conservação de mais de quatro mil hectares de Floresta Atlântica e na restauração de mais de quinhentos hectares em Rio Claro/RJ, preservando nascentes e contribuindo com a melhoria da quantidade e qualidade da água da Bacia do Guandu, que abastece mais de nove milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Os especialistas foram acompanhados por Juliana Fernandes, Diretora da Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP) – secretaria executiva do Comitê Guandu-RJ; Caroline Lopes, especialista em recursos hídricos da AGEVAP e; Iran Bitencurt, colaborador da ONG The Nature Conservncy (TNC), parceira do projeto. Uma das primeiras áreas que foram visitadas foi a comunidade Quilombola de Alto da Serra, formada pelos descendentes dos trabalhadores negros que, na primeira metade do século XX, produziam carvão vegetal no Vale do Paraíba fluminense. A comunidade é composta por 45 famílias que vivem no local e hoje, ao invés do extrativismo, atuam ativamente na sua conservação. Segundo o Sr Benedito, ex-presidente da associação quilombola e líder comunitário, além da recuperação da mata, preservação e controle de efeitos naturais como enchentes, o PAF gera hoje à região, através do programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), pouco mais de dez mil reais ao ano, que são usados pela associação para melhorias que visam o coletivo e o desenvolvimento local. Os resultados do PAF vão além do ambiental. Com recursos disponibilizados por parceiros do projeto, a população reformou e ampliou duas salas da Escola Municipalizada Rio das Pedras e, após a iniciativa, a prefeitura de Rio Claro/RJ ativou a unidade que hoje atende crianças de toda aquela região rural.

Outra área do projeto que recebeu a visita dos especialistas foi o Sítio Suinã, de Carlos Marques, o Sr Carlinhos. Nesta propriedade, o PAF recuperou cerca de 16 hectares de floresta, principalmente no topo de morros, além de fazer um trabalho de monitoramento de chuva, humidade do solo e de captação nebular, que também gera humidade e água nas florestas. O Sr Carlinhos emocionou a todos ao dizer que antes era um caçador, e hoje, trabalha em prol da conservação e recuperação do ecossistema local. Segundo o produtor, um dos maiores ganhos é ver outros produtores que antes viviam da extração de palmito e carvão, que causam danos ao meio ambiente, hoje, atuando com produção e métodos sustentáveis. Os especialistas conheceram ainda a estação Meteorológica Orlando Marques, e a Reserva Particular de Proteção Natural Sambaíba, onde ocorreu a recuperação da mata de margem ao longo do Córrego da Floresta.

O PAF, que reúne conservação, recuperação, PSA e principalmente, conscientização e mudança de atitude da população local, é um exemplo consolidado que servirá como modelo para projetos dentro e fora do país. Hoje, o Comitê Guandu-RJ ampliou o PSA, levando-o para a sub Bacia de Sacra Família, onde a meta é a conservação de mil hectares de florestas e a restauração de cinquenta hectares de áreas antrópicas nos municípios de Mendes, Engenheiro Paulo de Frontin e Vassouras, beneficiando os produtores através do PSA. Em relação a visita, a expectativa do Comitê é que o termo de cooperação técnica com os órgãos franceses, país modelo para o Brasil na gestão de recursos hídricos, seja firmado até o ano que vem.

COMUNICAÇÃO COMITÊ GUANDU
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